O dólar à vista opera com alta ante o real nesta segunda-feira (10), após os dados fracos de emprego divulgados na sexta-feira, enquanto os investidores aguardavam os dados de inflação desta semana em busca de mais pistas sobre a trajetória das taxas de juros do Federal Reserve.
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Os dados divulgados na sexta-feira mostraram que a economia dos EUA perdeu empregos inesperadamente em julho, enquanto os ganhos de emprego dos dois meses anteriores foram revisados drasticamente para baixo, arrefecendo as expectativas de um aumento da taxa de juros pelo Fed no próximo mês.
Os dados fracos do mercado de trabalho dão ainda mais peso ao relatório do índice de preços ao consumidor de quarta-feira, enquanto os investidores buscam pistas sobre a direção da política do Fed.
Qual é a cotação do dólar hoje?
Às 11h36, o dólar à vista operava com alta de 0,28%, aos R$ 5,098 na venda. O dólar futuro para setembro — atualmente o mais negociado no mercado brasileiro — subia 0,29% na B3, aos R$ 5,126.
Dólar comercial
- Compra: R$ 5,097
- Venda: R$ 5,098
No cenário internacional, o Irã afirmou no domingo que um acordo com Omã sobre o trânsito pelo Estreito de Ormuz estava em fase final de negociação, mas reiterou que a hidrovia só será reaberta quando os Estados Unidos cumprirem outras condições.
As atenções se voltam ainda para a divulgação na quarta-feira dos dados de preços ao consumidor dos EUA, em busca de indicações sobre a trajetória da política monetária.
Economistas consultados pela Reuters estimam alta de 3,4% dos preços ao consumidor em julho na base anual, ante 3,5% no mês anterior.
No Brasil, a agenda econômica ganha peso a partir de amanhã. Nesta terça-feira, o mercado acompanhará a divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que reduziu a Selic para 14% ao ano, e do IPCA de julho.
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O Boletim Focus divulgado hoje mostrou manutenção da projeção de dólar em R$ 5,20 no fim de 2026 e da Selic em 13,75% ao ano. A estimativa para o IPCA deste ano caiu de 5,03% para 5,02%, enquanto a projeção para o crescimento do PIB recuou de 1,99% para 1,98%. Para 2027, a previsão de inflação permaneceu em 4,22%, e a de crescimento econômico caiu de 1,57% para 1,52%.
Além da política monetária, a corrida eleitoral e as incertezas fiscais permanecem no radar dos investidores. Pesquisas divulgadas nesta segunda-feira mostram uma disputa presidencial mais apertada, enquanto a campanha começa a ganhar corpo com os primeiros debates estaduais.
(Com Reuters e Estadão)
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