O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou, sem restrições, a aquisição de aproximadamente 12% do Assaí (ASAI3) pelos fundos Snapper Rocks e WHG Apache, da família Muffato, na quarta-feira (30).
Para o JPMorgan, a notícia deve se tornar um importante suporte para as ações da companhia.
De acordo com os analistas do banco, com a aprovação, pode haver um gatilho de alta para as ações do Assaí, além do papel já estar sendo utilizado como uma operação de beta eleitoral.
Como o esperado, na manhã desta quinta-feira (1º), os papeis operavam em alta. Por volta das 11h40, a ação avançava 2,65%, negociada a R$ 11,21. Na máxima do dia, a ASAI3 chegou a custar R$ 11,28.
Segundo o JPMorgan, a decisão fortalece a posição do Mufatto como acionista estratégico e elimina a restrição anterior ao exercício dos direitos políticos limitados dentro do Assaí.
Além disso, os analistas acreditam que a aprovação aumenta a probabilidade de uma acumulação adicional de participação acionária. Atualmente, a participação acionária já deve ser suficiente para eleger pelo menos um membro do conselho administrativo.
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O banco também destacou que a ação deve refletir cada vez mais tanto o potencial de compras adicionais de ações pelo Muffato, quanto as opções estratégicas mais amplas. A própria análise antitruste do Cade estabeleceu um precedente construtivo para uma possível combinação futura entre as empresas.
Aprovação do Cade
A operação, noticiada ao órgão antitruste em maio, consiste na aquição das ações ordinárias representativas do capital social do Grupo Sendas, do segmento de atacado de autosserviço por meio da bandeira Assaí.
Com a liberação do exercício dos direitos políticos limitados associados à participação, o Mufatto poderá buscar eleição de membros independentes do conselho de administração do Assaí.
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De acordo com a divulgação da aprovação, os investidores informaram que não têm intenção de alterar a composição do controle ou a administração da empresa. Com isso, o Assaí deverá continuar atuando de forma independente do Grupo Muffato.
De acordo com a decisão do Cade, o Assaí e o Grupo Muffato também não poderão trocar informações concorrencialmente sensíveis.
Mesmo com sobreposições de atuação local em algumas regiões, o órgão concluiu que as condições de entrada no mercado e a rivalidade competitiva eram suficientes para mitigar as preocupações concorrenciais.
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