O dólar hoje virou para alta após o governo anunciar reajuste de 15,04% no Bolsa Família, elevando o benefício mínimo de R$ 600 para R$ 691. O anúncio ocorre a 17 dias do primeiro turno das eleições de 2026 e adiciona um novo elemento ao cenário fiscal monitorado pelos investidores.
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Qual é a cotação do dólar hoje?
Às 11h14, o dólar à vista subia 0,19%, a R$ 5,161 na venda.
Dólar comercial
- Compra: R$ 5,160
- Venda: R$ 5,161
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou nesta manhã um reajuste de aproximadamente 15% nos benefícios do Bolsa Família, que já valerá para os pagamentos feitos em outubro, levando o piso do programa a R$691 por família, de R$600 antes.
Em anúncio ao lado de Lula, o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou que o custo da medida é de R$5,8 bilhões em 2026 e de R$22 bilhões em 2027.
A reação negativa do mercado foi imediata, com o dólar ganhando força ante o real e as taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) de longo prazo passando a exibir altas. Operador ouvido pela Reuters chamou a atenção justamente para o aumento das despesas, em um cenário que já é de dificuldades para o equilíbrio das contas públicas.
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O anúncio do governo também é mais um fator com potencial para impactar a disputa pela Presidência, em um momento em que Lula tem se enfraquecido nas pesquisas de opinião em relação ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Mais cedo, o dólar sustentava perdas após uma nova pesquisa eleitoral mostrar leve ampliação da vantagem numérica de Flávio sobre Lula, ainda que os dois permaneçam em empate técnico.
A nova pesquisa AtlasIntel/Bloomberg mostrou Flávio com 47,2% das intenções de voto no segundo turno, contra 46,8% de Lula. Como a margem de erro é de 1 ponto percentual, os dois seguem tecnicamente empatados, mas Flávio ampliou ligeiramente sua vantagem numérica. No levantamento anterior, o senador tinha 46,4% e Lula somava 46,2%.
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Nas últimas semanas, o fortalecimento da candidatura de Flávio tem favorecido o chamado “trade eleitoral”, que se traduz na alta do Ibovespa e na queda do dólar e das taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros).
Isso porque Lula ainda é visto com desconfiança por boa parte do mercado, que enxerga sua reeleição como um empecilho para o controle das contas públicas e, consequentemente, da inflação.
Na noite de quarta-feira, o Banco Central cortou em 25 pontos-base a taxa básica Selic, para 13,75% ao ano, deixando em aberto o próximo passo na política monetária. A decisão foi anunciada à noite, com os mercados fechados e já após o Federal Reserve ter elevado em 25 pontos-base a taxa norte-americana, para a faixa de 3,75% a 4,00%.
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O estreitamento do diferencial de juros — com o BC cortando a Selic no Brasil e o Fed elevando a taxa nos EUA — é um fator altista para o dólar, mas profissionais ouvidos pela Reuters nas últimas semanas têm destacado a importância do “trade eleitoral” para a baixa das cotações. O estreitamento também já estava precificado pelos mercados, com ambas as decisões de juros tendo vindo em linha com o esperado.
Ainda nesta quinta-feira o Datafolha divulga sua nova pesquisa eleitoral.
(Com Reuters)
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